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A exposição Distâncias Compartilhadas tem como proposta explorar as possibilidades do uso das tecnologias digitais nas formas de apresentação de arte. 

Em um mundo de fluxos e trânsitos, a arte parece ser a ferramenta à disposição para pensarmos o estado atual das coisas.

Aqui, você encontrará trabalhos que envolvem processos distintos, mas que têm em comum o uso das tecnologias digitais e a questão da conectividade entre diferentes contextos. Seja pelo uso das imagens compartilhadas por redes, do registro de processos e deslocamentos ou da inserção de proposições para lugares específicos.

Essas maneiras de trabalhar falam bastante sobre os processos artísticos atuais e suas formas de construir narrativas que possam contribuir para uma reflexão do aqui e agora.

Todos os trabalhos foram realizados durante essa década, que pode ser caracterizada como um período de popularização da internet móvel, e com ela a facilidade de criação e transmissão de imagens e sons com alta qualidade técnica.

Convidamos você a acionar as mídias aqui apresentadas. Durante esse caminho, poderá encontrar vídeos, fotos, gif e áudios a serem experimentados.

William Moreira dos Santos,
Curador

Mensagem

2016, vídeo HD, som, cor, 7´

Welket Bungué

Vídeo-arte documental que atua segundo aspetos da atualidade brasileira. Welket Bungué coloca-se no lugar do sujeito auto-representado, serve-se da ação simbólica para falar do caso da cidadã Cláudia da Silva Ferreira, moradora da comunidade/favela de Congonhas na zona Norte do Rio de Janeiro que foi mortalmente baleada por PM’s na manhã de 16 de Março de 2014. Em crítica à desinformação, perversidade e alienação como resultado da incoerência dos media hoje, MENSAGEM é um evocativo sensível sobre a desumanização e o isolamento perverso a que as comunidades periféricas e os seus moradores estão sendo vítimas.

Remanescentes e o mesmo céu

2019, gif, cor

Mariana Aguiar Battistelli

Daqui vemos cair o sol. 

Sequência cromática realizada a partir da captura de tela de céus compartilhados por diferentes pessoas via Instagram story em um único dia.

Remanescentes e o mesmo céu

2019, gif, cor

Mariana Aguiar Battistelli

Daqui vemos cair o sol. 

Sequência cromática realizada a partir da captura de tela de céus compartilhadas por diferentes pessoas via Instagram story em um único dia.

Passagem

2018, video HD, cor, sem som, 21´´

Aline Moraes

6 Dias

2016, fotografia digital, dimensões variadas

Fernando Hermógenes

Série construída durante uma viagem saindo de Macapá, no Amapá, até São Joaquim de Bicas, em Minas Gerais, após o festival de performance Corpus Urbis. A viagem teve a duração de 6 dias, entre 15 e 20 de agosto de 2016, utilizando os seguintes meios de transporte, nesta ordem: carro, navio, carro, ônibus, cegonha, carro. As fotografias foram feitas de dentro dos meios de transporte em movimento com câmera de celular, trazendo à superfície [também da pele] a comoção e os efeitos do deslocamento, do encontro e da curiosidade; a latência das memórias que são adquiridas no processo, no esticamento dos dias, no movimento sem pressa e sem luxo. Uma travessia e a variedade de configurações sob os pés: ora água, ora terra, vez ou outra suspenso – o corpo e o pensamento.

1. Lacuna - Rio Amazonas

2. Beirada - Rio Amazonas

3. Míssil - Rio Amazonas

4. Caixa - Rio Amazonas

5. Horizonte - Rio Amazonas

6. Curva - Brasília

7. Tela - Brasília

8. Camada - Brasília

9. Trecho - Brasília

10. Descanso: Paracatu/MG

Percebismo

2019, vídeo Full HD, som, cor, 5´

Stephanie DIniz

Percebismo propõe a observação do entorno, considerando as profundas transformações culturais, onde a imersão no ciberespaço se faz constantemente urgente.  O uso consciente do mesmo é de suma importância, afim de não ignoramos o que nos cerca.

Instruções:
Sente-se confortavelmente, use fones de ouvido ou aumente o som e atente em silêncio.

Como falar entre fronteiras

2015, Som, 2´

Fran Favero

Registro em áudio da intervenção sonora proposta para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, que consistiu na instalação temporária de três pedestais com walkie-talkies, cada um em uma das cidades fronteiriças. Os aparelhos foram instalados junto aos Marcos das Três Fronteiras de cada município, pontos turísticos a partir dos quais é possível ver as margens dos outros países. Entretanto, para ir de fato de um país a outro é preciso atravessar uma série de pontos de checagens e zonas de controle.

Através das ondas de rádio livres e abertas, com os walkie-talkies sincronizados na mesma frequência, foi possível a troca sonora entre os três países, uma conversa transfronteiriça e multilingue. 

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